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CRESCIMENTO

No eixo de Crescimento, o foco é crescer em mineração, principalmente em zinco e cobre nas Américas, e garantir a reposição de reservas.

Para isso, foram estabelecidas quatro avenidas de crescimento: estender a vida útil das minas existentes; desenvolver projetos greenfield; explorar novas áreas, de forma a sustentar a produção em longo prazo; e desenvolver novos negócios, incluindo alianças estratégicas em ativos existentes ou projetos que apoiem o plano de crescimento.

Projetos Greenfield*

No desenvolvimento de novos projetos (greenfields), a partir de áreas com potencial de mineração já previamente identificado, destacam-se Aripuanã e Caçapava do Sul, no Brasil, e Magistral e Shalipayco no Peru. Estão em diferentes fases de exploração, mas todos têm em comum alto potencial de produção.

Os projetos preveem o uso de tecnologias para ampliar a recirculação de água e, assim, reduzir volumes de captação do recurso; disposição de resíduos a seco, sem a construção de barragens de rejeitos; controle para não lançamento de efluentes em corpos d’água; e iniciativas de desenvolvimento local.

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milhões de toneladas de zinco, chumbo, cobre, ouro e prata

Aripuanã – Mato Grosso (Brasil)
Uma das maiores jazidas de zinco e chumbo no Brasil.

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Definição de Rota Tecnológica e
Processo de Licenciamento Ambiental

milhões de toneladas de zinco, chumbo, cobre, prata e ouro

Shalipayco – Junín (Peru)
Projeto integrado de mina subterrânea.

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Joint venture com Panamerican Silver,
Desenvolvimento e submissão de EIA para aprovação

Estudo prévio
Pré-viabilidade
Viabilidade
Construção

milhões de toneladas de cobre

Magistral – Ancash (Peru)
Projeto integrado de mina
a céu aberto de cobre.

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Processo de Licenciamento Ambiental,
Desenvolvimento de Engenharia

milhões de toneladas de zinco, chumbo e cobre

Caçapava do Sul – Rio Grande do Sul (Brasil)
Projeto de mina a céu aberto. Joint venture com Iamgold Brasik.

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Definição de Rota Tecnológica e Processo de Licenciamento Ambiental

*Projetos Hilarión, Bongará, Pukaqaqa e Chapi estão também incluídos no pipeline de
Votorantim Metais, mas não são apresentados devido ao estágio de maturidade.

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Aripuanã (Brasil)

Atrativa economicamente, mais desenvolvida em termos de engenharia e com recursos minerais de qualidade, uma das principais iniciativas está sendo executada em Aripuanã, no Estado do Mato Grosso. O projeto está em fase de licenciamento ambiental e se prevê concluir a definição de viabilidade em meados de 2018, e que a mina entre em operação em 2020.

Foi identificado potencial para produzir polimetálicos por cerca de 15 anos, mas resultados mostram que há perspectivas de ainda expandir a vida útil da mina. São dois corpos de minérios – Arex e Ambrex – que podem ser acessados ao mesmo tempo, o que agrega bons resultados econômicos ao projeto (predominância de zinco; com chumbo, cobre, ouro e prata como subprodutos). Em 2016, os trabalhos de exploração mineral envolveram a execução de 27 mil metros de sondagem.

O Projeto Aripuanã foi desenhado para minimizar o impacto ao meio ambiente. As atividades de exploração mineral não deixam resíduos, como graxa, plástico ou óleo, pois todo o material será coletado. O projeto tem meta de recircular até 70% da água utilizada em seu processo produtivo. As caixas de madeira onde são guardados os testemunhos foram substituídas por plástico reciclado.

Caçapava do Sul (Brasil)

O empreendimento, o primeiro da Votorantim Metais no Rio Grande do Sul, é moderno e inovador, por reunir as melhores práticas ambientais internacionais. Em 2016, iniciou o processo de licenciamento ambiental. No ano, foram realizadas cinco audiências públicas, sendo uma no município onde se localiza o projeto e quatro em municípios vizinhos.

O projeto Caçapava é uma unidade polimetálica para a extração de zinco, chumbo e cobre. Será o primeiro empreendimento mineral do Brasil sem a utilização de barragens para rejeitos ou água, pois todos os resíduos serão depositados a seco. As águas que tenham contato com o processo e áreas industriais serão recirculadas, o que, na prática, quer dizer que não haverá qualquer tipo de descarte de efluente industrial na região. Além de ser vantajoso financeiramente, esse tipo de iniciativa requer uma área muito menor de descarte, pois o rejeito pode ser compactado.

Peru

No Peru, destacaram-se em 2016 os avanços em dois projetos: Magistral e Shalipayco.

Em Magistral (localizado em Ancash, a 450 quilômetros ao norte de Lima), foi obtida a licença ambiental. O projeto prevê uma mina a céu aberto e uma unidade de flotação, com capacidade de processamento de 3,6 milhões de toneladas/ano de minério bruto. Em 2018, será realizado um detalhamento de engenharia, dando continuidade aos estudos de viabilidade do projeto.

Em Shalipayco, foi realizada uma sondagem, de modo a obter mais detalhes dos recursos minerais existentes. Esse projeto é de uma mina sem unidade de processamento, o que faz com que o produto final seja o minério bruto.

Há mais projetos em estágio anterior de maturidade. Hilarión (Ancash, a 230 quilômetros de Lima) passou por um programa de sondagem intenso no ano, com dois depósitos minerais. A intenção é conectá-los e dar início à produção. O projeto de Pukaqaqa está em processo de revisão de engenharia conceitual para obter uma operação mais compacta, com menor pegada ambiental. Chapi está em processo de reavaliação e o projeto de Bongará receberá investimentos em infraestrutura para a construção de uma estrada que chegue até o depósito mineral em 2017.

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Projetos brownfield

Em 2016, houve investimento de US$ 52 milhões (R$ 181,1 milhões) nos projetos de extensão de vida útil das minas, com resultados positivos. Um exemplo é a mina de Vazante, que deveria operar até 2023 e teve sua vida útil estendida até 2028, com meta de se prolongar até 2033. Já a mina de Morro Agudo, com previsão inicial de fechamento em 2020, pode ter mais 14 anos de vida em virtude de trabalhos em desenvolvimento no projeto Ambrósia, localizado a 70 quilômetros da unidade. Mais uma iniciativa é o estudo do depósito Bom Sucesso, com 293 mil toneladas de zinco contido equivalente, que representa um aumento de cinco anos na vida útil da mina de Morro Agudo.

No Peru, El Porvenir apresenta a possibilidade de ser operada até 2034 – seu prazo anterior era até 2027, enquanto Atacocha ganhou mais 15 anos devido ao desenvolvimento da mina a céu aberto San Gerardo. Em Cerro Lindo, foi descoberto um novo corpo mineral com potencial de 3 a 4 milhões de toneladas.

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Exploração de novas áreas

O desenvolvimento de novas áreas de mineração tem o objetivo de alcançar a continuidade da produção em longo prazo, identificando e desenvolvendo depósitos de zinco e cobre de qualidade.

No Brasil, um desses projetos é o Zinco Centro-Oeste, em que as sondagens realizadas em 2016 identificaram várias intersecções positivas de mineralização. Em 2017, serão realizadas mais sondagens para definir o corpo de minério da região, com estimativa de massa, volume e teor. Também estão sendo desenvolvidas duas áreas no Nordeste.

No Peru, o ano de 2016 também foi destinado aos projetos brownfield no entorno das minas. Para 2017, a previsão é de que sejam desenvolvidos programas em novas áreas.

Fora do eixo da América Latina, a Votorantim Metais tem um programa na Namíbia, financiado pela agência japonesa de fomento à pesquisa Japan Oil, Gas and Metals National Corporation (Jogmec). Em 2016, a sondagem detectou quantidade relevante de cobre na região.

Novos negócios

A Votorantim Metais inclui entre as avenidas de crescimento a potencial formação de alianças estratégicas com outras organizações para apoiar os planos de expansão dos negócios, assim como a análise de alternativas de investimento/ desinvestimento.

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