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INOVAÇÃO

Iniciativas de inovação, pesquisa e desenvolvimento, tecnologia e automação buscam conferir diferenciais competitivos, maximizar o capital intelectual e identificar soluções que proporcionem aumento do nível de eficiência e estabilidade nos processos operacionais.

Os investimentos de P&D somaram US$ 8,03 milhões (R$ 28 milhões) em 2016. No encerramento do ano, oito programas estavam em andamento, com foco em eficiência e flexibilidade energética, como a substituição de combustíveis fósseis por renováveis. Todos os projetos são desenvolvidos com recursos obtidos na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), sendo alguns executados em parceria com outras instituições, como a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). No ano, dois projetos foram aprovados em editais da Embrapii, tornando a Votorantim Metais a empresa com o maior número de pesquisas registradas pelo órgão.

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Destaques em tecnologia são projetos para uma maior ecoeficiência, como disposição a seco de resíduos, eliminando o uso de barragens de rejeitos; instalação de caldeira de biomassa para substituir o uso de óleo combustível não renovável, em Três Marias, e substituição de diesel por gás natural, em Cajamarquilla; aplicação de nanotecnologia para recuperação de minérios de baixo teor de metais; uso de autoclave para remoção de impurezas (halogênios de óxido Waelz), transformando resíduo tóxico da indústria siderúrgica em produtos de valor agregado. (Mais informações sobre tecnologias ecoeficientes estão em Desempenho ambiental.)

A área de Tecnologia também está desenvolvendo um projeto de P&D para a geração fotovoltaica por meio de um polímero com a espessura de uma folha, extremamente leve e flexível, que consegue captar luz solar sem necessitar de uma inclinação. Os polímeros, em fase de testes, já foram instalados no reservatório de uma usina hidrelétrica da própria Votorantim, uma vez que um dos objetivos é a utilização dessa nova tecnologia nos reservatórios e em barragens.

Para conferir agilidade ao processo de mapeamento geológico, a empresa adquiriu em 2016 o equipamento XRF, uma espécie de raio-X para análise química, que permite identificar ocorrências de mineralização nas regiões com potencial para pesquisa mineral. A vantagem é que a análise pode ser feita em tempo real. Antes, dependendo da área de exploração, a coleta durava cerca de quatro meses e o diagnóstico por volta de 30 dias.

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Automação
Projetos de automação estão sendo desenvolvidos nas unidades de mineração e metalurgia para reduzir o trabalho manual repetitivo e o número de pessoas envolvidas em atividades de controle, assim como aumentar a segurança, a eficiência e a produtividade, conferindo custos competitivos. No final de 2016, o Plano Diretor de Automação incluía 36 projetos com retorno financeiro, todos com foco em ampliar a competitividade das operações atuais e dos novos projetos.

As iniciativas do projeto mina digital (digital mining) incluem controle a distância de processos e ativos. Um dos projetos em desenvolvimento, em Cerro Lindo e Vazante, é a automação de equipamentos de mineração, que podem continuar a trabalhar na troca de turno dos empregados sem perda de produtividade, ganhando de 15 a 30 minutos por turno – ou cerca de duas horas a mais por dia. Em El Porvenir, há vários projetos de automação nas áreas de moagem, britagem e flotação.

Em Vazante, o controle automatizado da ventilação trará condições mais adequadas de trabalho para pessoas e máquinas, além de diminuir em 50% o consumo de energia, com ganhos ambientais e econômicos.

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Mining Lab

Um programa nacional de apoio a empreendedores, o Mining Lab, foi lançado pela Votorantim Metais no final de 2016 como parte do modelo de inovação aberta adotado como estratégia para o desenvolvimento de tecnologias por meio de parcerias com diversas instituições de pesquisa. Em 2017, a iniciativa recebeu 115 inscrições e selecionou 18 projetos de startups interessadas em desenvolver soluções tecnológicas aplicáveis nas operações da empresa. O programa conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), que atuará na captação das iniciativas e no acompanhamento e avaliação das atividades.

No primeiro ciclo, os temas vão se concentrar nas áreas de Nanotecnologia e Energias Renováveis. Entre os objetivos do primeiro tema estão aplicações para recuperar partículas durante os processos de flotação e hidrometalúrgicos e o desenvolvimento de novos produtos a partir dessa tecnologia. Na área de energia, busca-se desenvolver tecnologias para substituir as matrizes energéticas tradicionais da mineração (combustíveis fósseis e eletricidade, por exemplo) por alternativas mais econômicas e que apresentem ganhos ambientais, como biomassa, biogás, energia solar ou até mesmo novas fontes ainda não mapeadas.

As startups selecionadas passarão por um período de imersão para entender os processos de produção da empresa e receberão apoio para a apresentação do projeto final. Até dez projetos serão selecionados por uma banca examinadora, e as startups poderão tornar-se fornecedoras ou parceiras da empresa. Há também a possibilidade de receberem investimento para o desenvolvimento do negócio.

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