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SOCIAL
GRI 103-3GRI 103-3. Avaliação da forma de gestão 413-1GRI 413-1. Percentagem de operações com engajamento da comunidade, avaliações de impacto e programas de desenvolvimento.

A estratégia de atuação social da Votorantim Metais objetiva o desenvolvimento local, com foco em iniciativas que contribuam para educação e formação, diversificação econômica e participação social. O objetivo é colaborar para o avanço dos indicadores sociais e da qualidade de vida das populações dos municípios nos quais mantém operações, por meio de ações estruturadas e engajamento com todas essas comunidades.

Em 2016, foram investidos US$ 11,3 milhões (R$ 39,5 milhões), com recursos próprios, incentivados e captados, totalizando 95 projetos desenvolvidos em 14 localidades do Brasil e do Peru, beneficiando 13.676 pessoas. Os projetos são priorizados para cada localidade a partir de um plano de ação estabelecido em torno de quatro eixos: dinamismo econômico, capital humano, capital institucional e capital social. Há ainda outras iniciativas relacionadas especialmente a investimentos em infraestrutura básica (como estradas, saneamento, habitação), o que acontece especialmente no Peru por meio do mecanismo governamental Obras por Impostos.

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Investimentos sociais em 2016

US$

milhão

DINAMISMO ECONÔMICO

Fomento a cadeias produtivas, Programa Redes, Fornecedores Locais e Empresas Comunais

Projetos de destaque

– Programa ReDes (Aripuanã, Vazante, Três Marias, Morro Agudo, Fortaleza de Minas)

– Apoio a cadeias produtivas e fornecedores (Pampas e Conchucos)

– Projeto Serra Produtiva

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US$

mil

CAPITAL INSTITUCIONAL

Apoio à gestão pública, qualificação de ONGs, engajamento com partes interessadas

Projetos de destaque

– Apoio à gestão pública (Vazante, Aripuanã, Três Marias, Juiz de Fora, Caçapava do Sul)

– Qualificação de ONGs (Fortaleza de Minas)

US$

milhões

OUTRAS INICIATIVAS

Infraestrutura, patrimônio indígena, caracterizações sociais

Projetos de destaque

– Infraestrutura de San Juan de Milpo

– Estrada, água e saneamento em Chavín e Topará

– Construção de 25 casas em San Juan de Milpo

US$

milhões

CAPITAL HUMANO

Educação, trabalho, esporte, cultura e direitos de populações vulneráveis

Projetos de destaque

– Aporte Convênio Marco (infraestrutura e projetos produtivos para 50 famílias)

– Formação e acompanhamento a jovens empreendedores de Pasco e Chavín (convênio CID)

US$

mil

CAPITAL SOCIAL

Grupos de participação comunitária, Programa de Voluntariado

Projetos de destaque

– Programa de Voluntariado (Corporativo, Juiz de Fora, Vazante, Cajamarquilla)

Origem dos recursos

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US$ 64.266,26 – Incentivado
US$ 40.503,80 – Condicionantes (empresa)
US$ 16.748,30 – Voluntários (empresa)
US$ 4.987,23 – Captado IV
US$ 4.109,59 – Captado externamente
US$ 3.479,22 – Subcrédito
US$ 3.353,84 – Aporte IV

No ano, foi instituído um novo sistema de acompanhamento da ação social: o Flash, um boletim mensal que traz informações de indicadores, principais riscos, como mitigá-los e sobre o monitoramento das atividades. Os gerentes-gerais das unidades fazem acompanhamento mensal dos projetos e a cada três meses a Diretoria Executiva recebe os resultados dessa análise. O intuito é aumentar a efetividade dos projetos, garantindo melhores resultados. O olhar gerencial e a indução de uma boa gestão são fundamentais para que os projetos alcancem seus objetivos.

Dinamismo econômico

Esse eixo reúne projetos que estimulam a economia das comunidades, para os quais foi destinado US$ 1,5 milhão (R$ 5,2 milhões) em 2016. Abrange iniciativas de fomento a cadeias produtivas e estímulo ao empreendedorismo, de forma que as populações alcancem melhorias de desenvolvimento econômico. Em 2016, destacaram-se três projetos nesse eixo: Empresas Comunitárias, ReDes e Projeto Líder.

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Empresas Comunitárias

Atacocha:

pessoas

El Porvenir:

pessoas

Pukaqaqa:

pessoas

Empresas Comunitárias

No Peru, é executado o projeto Empresas Comunales (Empresas Comunitárias), que reflete uma característica do mercado de trabalho no país: a maior parte dos empregados não tem vínculo direto com a empresa e é contratada por empresas de serviços, normalmente dirigidas por empresários. Outra particularidade é o fato de as comunidades formadas por populações tradicionais serem as donas da superfície das terras – e não os indivíduos.

As empresas, como o próprio nome diz, pertencem às comunidades e atuam como uma espécie de cooperativa. Membros da comunidade que trabalham prestando serviços à Votorantim Metais, ou a outras empresas, recebem remuneração pelo serviço, mas os resultados do contrato de fornecimento de mão de obra são rateados para toda a população. O objetivo é fortalecer a empresa comunitária para que seja parte da cadeia produtiva das operações, com geração de emprego e renda local. Em 2016, três empresas atuavam como fornecedoras (nas unidades de Atacocha, El Porvenir e Pukaqaqa) e duas estavam em fase de implantação (Magistral e Cerro Lindo). Além disso, também são trabalhadas outras atividades não vinculadas à mineração, como produção de artesanato.

A Votorantim Metais contrata consultorias especializadas para auxiliar a comunidade a empreender, por meio de um trabalho de orientação, formalização, estabelecimento de governança da empresa, além de capacitação das pessoas que fazem parte da cadeia produtiva.

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ReDes

No Brasil, um dos principais destaques no eixo Dinamismo Econômico é o Programa ReDes, que tem por objetivo contribuir com o desenvolvimento sustentável de municípios brasileiros, com apoio à geração de emprego e renda. É desenvolvido desde 2010 como uma parceria entre o Instituto Votorantim e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em aliança com empresas que integram a holding Votorantim S.A. A iniciativa acontece em 28 municípios, em 11 Estados e no Distrito Federal, onde são registrados indicadores socioeconômicos críticos e há a presença de uma unidade da Votorantim. Em 2016, a aliança tripartite destinou US$ 462,1 mil (R$ 1,6 milhão) ao programa em Aripuanã, Vazante, Três Marias, Morro Agudo e Fortaleza de Minas.

O ReDes trabalha cadeias produtivas de hortifruticultura e leiteira, entre outras, além de identificar quais são as opções no território. Faz também um mapeamento de todas essas cadeias, trabalhando com associações e cooperativas para desenvolver a produção já existente. O trabalho passa pela criação do plano de negócios e investimento em infraestrutura, até o momento em que o negócio se torna autossuficiente. Em Vazante, o grupo de produção leiteira, cujo apoio se iniciou em 2010, já alcançou sua autonomia e sua saída do projeto em 2016 ocorreu de forma positiva. A autossustentação da iniciativa mudou a opinião de produtores que inicialmente não acreditavam no projeto e hoje trazem relatos de superação.

Um outro destaque do ReDes é o Três Marias Estampa, que teve como principal iniciativa a construção da sede e a reorganização produtiva da Cooperativa das Costureiras e Bordadeiras de Três Marias (Coopermoda), para melhorar a profissionalização da organização, aumentar a produtividade e gerar renda e emprego para as mulheres. No ano, nove cooperadas foram beneficiadas, sendo 80% delas com meta atingida para o aumento da geração de renda.

Líder

O Líder – Liderança para o Desenvolvimento Regional – é um programa de formação de lideranças em Fortaleza de Minas e região destinado a promover o desenvolvimento integral e sustentável do sudoeste mineiro, com ênfase nos pilares: turismo, educação e tecnologia, agronegócio e indústria. É realizado em parceria com o Sebrae, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), prefeituras municipais e a Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (Ameg). Durante um dos encontros do programa em 2016, 35 líderes de três setores apresentaram as iniciativas planejadas para essas áreas, com potencial para fomentar o crescimento da região.

Apoios em Fortaleza de Minas

Um dos trabalhos do grupo de liderança comunitária em Fortaleza de Minas tem a função de apoiar os jovens que permanecerão no município sobre o que pretendem construir em suas cidades. Há também uma frente de infância e adolescência, com foco em reforçar ações do Conselho Municipal voltadas para jovens e qualificação. No município, o objetivo é o fortalecimento do capital social, institucional e dinamismo econômico, que são os principais vetores vinculados ao descomissionamento da unidade.

Para 2017, estão previstas 60 ações, dentre elas potencializar a produção agrícola com geração de emprego e renda e combate ao analfabetismo, entre outras.

Capital humano

Educação, trabalho, esporte, cultura e direitos de populações vulneráveis integram as iniciativas do eixo Capital Humano, que recebeu investimentos de US$ 2,45 milhões (R$ 8,56 milhões) em 2016.

O projeto de maior destaque é o Parceria Votorantim pela Educação (PVE), que tem o objetivo de contribuir para a melhoria da educação pública, por meio da mobilização social das comunidades e da qualificação das práticas de gestão educacional. Faz parte de uma iniciativa apoiada por todas as empresas Votorantim.

Em 2016, o programa foi estendido para Aripuanã e Caçapava do Sul, com apoio a Secretarias de Educação e escolas. Em Três Marias, foi concluída a construção de uma escola com recursos de subcrédito social do BNDES como contrapartida de financiamento industrial. A mobilização pela educação no município foi uma iniciativa combinada entre o PVE, que atua na gestão educacional, o Programa de Voluntariado, brindando a oportunidade de que os próprios empregados se tornem padrinhos das escolas, e o Programa de Infraestrutura, apoiando melhorias no acesso e na qualidade. Tudo isso foi possível graças a uma forte aliança entre a empresa, o poder público e a sociedade civil.

Como resultado combinado, os alunos apresentaram entre 2005 e 2015 evolução nas notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), além das metas projetadas para o período. Nos anos finais, por exemplo, passaram de 3,4 para 5,3 – acima da meta de 4,6. O PVE ocorre no município desde 2010 e os demais programas vieram para reforçar a mobilização pela educação. Nos últimos anos, por volta de 60% do orçamento na localidade tem sido direcionado para esse tema.

Capital institucional

Reúne iniciativas de apoio à gestão pública, qualificação de ONGs e engajamento com partes interessadas, que totalizaram investimento de US$ 393,4 mil (R$ 1,37 milhão) no ano.

O apoio à gestão pública tem como objetivo auxiliar as prefeituras a adotarem modernos processos e ferramentas de gestão, como o alcance do equilíbrio financeiro e fiscal, de forma a que possam captar e direcionar recursos para a melhoria de sua gestão e da infraestrutura da região. Em conjunto com gestores públicos, a Votorantim Metais promove ações para o desenvolvimento local dos municípios onde está presente. O programa conta com parceria do BNDES, e em alguns municípios prevê apoio também na revisão do plano diretor e na elaboração dos planos de saneamento, mobilidade e habitação.

Um dos indicadores principais do projeto em Três Marias, por exemplo, era atingir a meta de 100% de redução de despesas da Secretaria Municipal de Saúde – o índice chegou a 99% no fim do ano. O programa de Apoio à Gestão Pública (AGP) também é desenvolvido em Vazante e Fortaleza de Minas e foi ampliado em 2016 para Aripuanã. Para 2017, uma grande aposta do programa será o reforço na construção dos Planos Plurianuais de governo e seu Programa de Metas, envolvendo a comunidade nos momentos de diálogo.

Evolução do IDEB em Três Marias

IDEB – Anos iniciais

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IDEB – Anos finais

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Fonte: INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (05/09/2016).

Capital social

Esse eixo reúne grupos de participação comunitária e o Programa de Voluntariado, que busca mobilizar os empregados em ações sociais.

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O foco das atividades no ano foi apoiar o fortalecimento e a profissionalização da gestão de organizações do terceiro setor. Para isso, voluntários compartilharam conhecimentos de Administração, Finanças, Marketing, Relações Públicas e Desenvolvimento Humano. Nas unidades, os grupos realizaram ações em entidades que desenvolvem programas com crianças e idosos. Em Morro Agudo, por exemplo, eles atuaram em parceria com alunos do curso de enfermagem da Faculdade Unitec no atendimento a 60 idosos. As atividades incluíram aferição de pressão e glicose, palestras sobre alimentação e dicas de segurança doméstica.

Além das ações realizadas, o programa também passou por um processo de reestruturação em 2016, para atrair multiplicadores do conceito de desenvolvimento local. O processo constou de uma série de benchmarking de iniciativas com engajamento positivo e que obtiveram grandes mobilizações a partir de programas empresariais e de entidades reconhecidas, como a Organização das Nações Unidas (ONU).

Para 2017, algumas melhorias visam sistematizar a possibilidade de angariar horas voluntárias de diferentes formas e formatos de ação, como, por exemplo, a elaboração de cardápios de atividades por localidade, conforme as necessidades locais apontadas pelas caracterizações sociais realizadas. Na visão de planejamento e aferição de resultados, serão definidos temas bienais de desenvolvimento local, relacionados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), aliando esforços com o investimento social privado e angariando uma grande mobilização em prol desses temas.

Outras iniciativas

Esse item inclui ações de infraestrutura, que são pactuadas com prefeituras e representantes das comunidades locais, para confirmar a necessidade de obras, melhor destinação de recursos e definir compromisso de manutenção após a entrega. A obra é vinculada a eixos temáticos já trabalhados no município por meio de projetos de melhoria na qualidade da gestão e mobilização social. No ano, essas ações receberam recursos de US$ 7 milhões (R$ 24 milhões).

Essas iniciativas trazem impacto positivo para a qualidade de vida das populações, além de maior interação e contato da empresa com a comunidade. Exemplo foi a reforma da Escola Municipal Olinto Gonçalves, em Três Marias, que proporcionou melhoria no ambiente escolar, com condições mais seguras e higiênicas para os alunos. Em Cerro Lindo, obras de estradas, água, saneamento e escolas beneficiaram comunidades isoladas com elevados índices de vulnerabilidade e pobreza.

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Uso da terra

Em 2016, foi registrado um conflito com a população do Anexo de Jorainiyoc, da Comunidade de Yarusyacán, na região de Pasco, no Peru, relacionado ao uso da terra. A comunidade reclamou a propriedade de terrenos que estão em posse legal da Milpo e fez uma manifestação ingressando em áreas da empresa. A reivindicação foi considerada infundada por uma Resolução de Nulidade emitida pela prefeitura de Pasco.

MM6MM6. Número e descrição dos conflitos significativos relacionados ao uso de terra e direitos consuetudinários das comunidades locais e povos Indígenas.

Principais investimentos em infraestrutura e serviços
GRI 203-1GRI 203-1. Desenvolvimento e impacto de investimentos em infrarestrutura e serviços oferecidos.

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DESENVOLVIMENTO LOCAL
GRI 103-3GRI 103-3. Avaliação da forma de gestão

tabela-18

*Os dados publicados em 2014 e 2015 foram recalculados em decorrência da nova configuração da Votorantim Metais, permitindo a comparabilidade. GRI 102-48GRI 102-48. Principais reformulações das informações

A percepção de que a ação social precisa caminhar alinhada à estratégia dos negócios está clara para a empresa e direcionou a gestão integrada de vários processos (como licenciamento ambiental, planos de descomissionamento, engajamento de comunidades, planejamento estratégico, gestão e resultados dos projetos sociais, etc.). Motivou ainda a revisão metodológica e revisitações das caracterizações socioeconômicas das unidades. A caracterização observa um conjunto de informações e análises de ordem social, econômica, territorial e de produção. O objetivo é compreender cada um dos panoramas e como eles se relacionam, para potencializar as oportunidades identificadas em cada localidade, em um esforço comum entre empresa, comunidade e poder público.

No ano, 100% das caracterizações das unidades brasileiras foram finalizadas, com entrevistas nas comunidades dos municípios de Juiz de Fora, Caçapava do Sul, Aripuanã e Paracatu (Projeto Ambrosia), no Brasil, e em Cajamarquilla, no Peru.

No total, o levantamento contemplou 147 indicadores socioeconômicos, que abrangem saneamento, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), nascidos mortos, vulnerabilidade social, entre outros. Muitos já atendem aos índices dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como educação saneamento, saúde e gênero. Em 2017, as caracterizações serão realizadas nas unidades de mineração Cerro Lindo, El Porvenir e Atacocha, e nos projetos greenfield de Magistral e Shalipayco, no Peru.

O desafio para 2017 será criar uma agenda social que amplie o espaço de diálogo com as comunidades e os principais públicos de relacionamento – prefeituras, associações de bairro, agências de desenvolvimento local, ONGs – para discutir em conjunto as prioridades sociais apresentadas nas caracterizações e, com isso, potencializar os Planos de Desenvolvimento Local a partir dos indicadores mais críticos. A metodologia que será utilizada para as agendas sociais foi construída em 2016, já de forma participativa, envolvendo o olhar de diversas áreas internas – Instituto Votorantim, Unidades, Compliance, Meio Ambiente e Comunicação Corporativa – e pela consulta a stakeholders externos.

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Compromissos para 2017

Concluir a integração Votorantim Metais da gestão de Responsabilidade Social (conceitos, processos e ferramentas);
Desdobrar o tema material de desenvolvimento local para as diretrizes nos níveis de negócio e unidade.

Brasil
Construir as agendas sociais com as comunidades nas unidades.

Peru
Revisar/elaborar caracterizações sociais de acordo com o novo padrão Votorantim Metais;
Aperfeiçoar a gestão e o monitoramento dos projetos sociais (processo de geração do Flash – ferramentas e rotinas).

DESCOMISSIONAMENTO
GRI 103-3GRI 103-3. Avaliação da forma de gestão

tabela-19

Em 2016, o tema descomissionamento ganhou ênfase na agenda da companhia, passando a ser considerado material para a gestão da sustentabilidade. Todas as unidades possuem um plano para esse processo, com medidas para prevenir e minimizar os impactos econômicos e sociais que o encerramento das operações possa trazer às comunidades do entorno – como redução de empregos, impostos pagos e passivos ambientais. As provisões financeiras para despesas com encerramento de atividades somaram US$ 137,5 milhões (R$ 478,7 milhões) em 2016.

MM10MM10. Número e percentual de operações com planos para o encerramento das atividades (Plano de descomissionamento)

No Peru, todos os empreendimentos minerometalúrgicos são obrigados a elaborar esses planos desde o início do projeto de investimento. No Brasil, somente o Estado de Minas Gerais possui legislação vigente quanto ao tema. Nesse contexto, a unidade de Três Marias foi a primeira com operação de metalurgia a realizar um Plano de Descomissionamento já no licenciamento, inclusive com apresentação de provisão financeira. Para os projetos greenfield de Aripuanã e Caçapava do Sul, os Planos de Descomissionamento são uma condicionante no licenciamento ambiental.

O Plano de Descomissionamento é composto por dois grandes marcos. O primeiro é o Estudo de Alternativa de Uso Futuro, com detalhamento do que pode ser feito a partir da saída da empresa. Ele é composto por uma etapa de diagnóstico, incluindo caracterização social do município, com levantamento de recursos econômicos e sociais, potencialidades e o que pode ser desenvolvido em longo prazo. Há também a caracterização ambiental, que envolve meio biótico e físico. Para o caso das unidades já em operação, há investigação de áreas contaminadas, que são os passivos. É feito também um diagnóstico de estruturas civis, equipamentos, o que pode ser reaproveitado e a destinação dos materiais.

As etapas seguintes são a análise dos dados levantados no diagnóstico, de avaliação dos prós e contras de usos futuros, de valoração dos custos de desmobilização, reabilitação, programas sociais, obrigações legais de fechamento e os custos de passivos. O resultado é um cronograma físico-financeiro com a execução das etapas de descomissionamento, cujo plano é revisado a cada cinco anos.

Quaisquer projetos de investimentos incluem Planos de Descomissionamento e o custo associado a essa etapa, de modo a verificar a viabilidade do projeto. Alguns aspectos não se encerram com a saída da empresa, pois em determinadas localidades pode haver o compromisso de monitoramento ainda por décadas.

Papel social

A empresa realizou no ano melhorias em seus processos de descomissionamento em todas as unidades de zinco, com orçamento específico para essa finalidade. São previstos trabalhos de apoio à gestão pública, à gestão de impostos, assim como suporte às cadeias produtivas.

Além disso, o processo passa a ser trabalhado dez ou cinco anos antes, de forma que o impacto à comunidade seja menor. Um dos projetos em destaque é o Líder, que ocorre em Fortaleza de Minas, unidade que está com as operações suspensas desde 2013. (Mais informações em Dinamismo econômico.)

O Comitê Corporativo de Planos e Projetos de Descomissionamento, criado em 2007, aprova e avalia todos os planos existentes em qualquer empreendimento sob gestão da empresa (que opere, use, alugue, compre ou herde em negociações), independentemente da existência ou não de legislação específica. Esse comitê é integrado pelas áreas de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA); Controladoria; Pessoas e Organização; Comunicação; Responsabilidade Social; Jurídico; Desenvolvimento e Execução de Projetos; Exploração Mineral; Compliance; e Planejamento Estratégico (as quatro últimas incorporadas em 2016).

Em seguida, o documento segue para a Diretoria de Operações de Mineração ou de Operações de Metalurgia (dependendo da natureza do empreendimento) e para um Comitê de Diretoria (composto por Operações de Mineração, Operações de Metalurgia, Desenvolvimento e Execução de Projetos, Financeira, Pessoas e Organização, e Gestão, Sustentabilidade e Planejamento Estratégico).

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